Após 20 anos, o silêncio dos foragidos pesou mais que a voz da acusação. Na tarde desta terça-feira (19), no Fórum de Itanhém, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria, absolver o empresário Escielis Correia Pinto, o “Helinho da Farinheira”. Ele era o único réu que ainda poderia responder judicialmente pela morte do ex-prefeito de Vereda, Francisco Silva Passos, o “Carlito Tanajura”, assassinado em 2006.
Após convincente tese de defesa, desenvolvida pelos advogados Dr. Alexsandro de Jesus Santiago e Dr. Abel Santos Nunes, o júri reconheceu a negativa de autoria e entendeu que não havia provas suficientes da participação dele no crime. A decisão encerra um caso que se arrastava há duas décadas. Com a absolvição do único acusado presente, o homicídio de Carlito Tanajura entra para a história como um crime sem responsabilização judicial.

O pistoleiro “Chapéu” e o comparsa Jânio Pereira Leal permanecem foragidos, e Manoel Francisco da Mota, o “Chiquinho”, já havia falecido impune, com a punibilidade extinta. A partir de agora, não há mais ninguém a quem a lei possa alcançar.
O julgamento, presidido pelo juiz, Dr. Murilo David Brito, foi o último suspiro de um processo marcado pela ausência dos principais envolvidos. A tese de que Helinho teria sido o elo que contratou o pistoleiro “Chapéu” não convenceu os sete jurados. Para a defesa, a falta de provas materiais e o sumiço dos demais acusados sempre enfraqueceram a acusação.

Para a família de Carlito, a absolvição fecha as portas da Justiça sem que ninguém pague pelo tiro que calou o ex-prefeito na porta de casa.
Por Liberdade News