A repercussão envolvendo a derrubada da estrutura utilizada como apoio ao abate de bovinos em Ibirajá, distrito de Itanhém, ganhou novos elementos após o proprietário da área, o médico e produtor rural Juliano Catabriga, apresentar sua versão sobre o caso.
Anteriormente, comerciantes da comunidade manifestaram insatisfação com a derrubada do espaço. Segundo eles, o terreno teria sido cedido pelo pai do atual proprietário, Geraldo Catabriga, já falecido, e a construção da estrutura teria ocorrido por meio de uma parceria com comerciantes locais.
Por outro lado, conforme declarações de Juliano Catabriga publicadas pelo portal Água Preta News, o proprietário afirma que já vinha tentando encerrar as atividades realizadas no local em razão de supostas irregularidades.
Segundo Juliano Catabriga, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) teria informado que ele poderia ser notificado em razão do funcionamento irregular da atividade. O proprietário também alegou que o abate realizado no local estaria provocando impactos ambientais, mencionando poluição do Rio Água Fria e descarte de ossos no curso d’água.
As afirmações relacionadas às supostas irregularidades e aos impactos ambientais correspondem à versão apresentada pelo proprietário. Até o momento, não foram apresentados nesta reportagem documentos ou manifestações oficiais dos órgãos competentes que confirmem essas alegações.
Ainda conforme a versão divulgada pelo Água Preta News, Juliano afirmou que a situação já teria sido levada ao conhecimento de vereadores e debatida na Câmara Municipal de Itanhém.
Outro problema apontado pelo proprietário seria a concentração de urubus nas proximidades. Segundo ele, a presença das aves estaria causando prejuízos à atividade pecuária da propriedade, especialmente devido ao risco para bezerros recém-nascidos.
Comerciantes demonstram preocupação
Os comerciantes, por sua vez, sustentam que a estrutura era utilizada há anos e afirmam que participaram de sua construção e manutenção. A derrubada provocou preocupação sobre como será realizado o atendimento à demanda dos açougues da comunidade a partir de agora.
O episódio, portanto, reúne versões e interesses distintos. De um lado, comerciantes defendem a importância da estrutura para o abastecimento local e relatam uma antiga cessão do espaço. Do outro, o proprietário afirma que buscava encerrar a atividade diante de supostas irregularidades e impactos decorrentes do funcionamento do local.
Até o momento, não há informação sobre a implantação de uma estrutura alternativa para atender à demanda relacionada ao abate de bovinos destinados ao comércio de carnes em Ibirajá.
Com Informações Edelvânio Pinheiro/Água Preta News.
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